Ontem tive quase um Dia da Marmota. Sabe aquele do filme que a gente acorda e pensa não, não é possível que hoje vai ser igual a ontem e antes de ontem e antes de antes de ontem? Conferências telefônicas chatas, almoço na mesa e reuniões intermináveis que as pessoas ficam contando piadas e histórias bizarras (inclusive aprendi tudo sobre caça à raposa em Portugal, vou escrever disso depois).
Fim da tarde se aproximando e eu pensando em nadar e consagrar meu Dia da Marmota. Mas simplesmente não dá para não ver o jogo do Brasil depois que a Argentina perdeu de 6x1. (Destaque também para o técnico do Paraguai que precisou de um tubo de oxigênio durante o jogo em Quito). E fui lá eu para casa dos meus amigos de colégio assistir o jogo.
Realmente, não tem nada melhor na vida do estar ao lado de pessoas roots. Aquelas que te conhecem de verdade, no matter what. Você se sente em casa mesmo depois de 15 anos sem encontrar ninguém. 2 minutos da concentração e cai um copo no pé do dono da casa. E fica aquela coisa de vai, não vai no pronto socorro tomar ponto ou fica em casa tomando cerveja. Stella tinindo de gelada e não há corte que não se cure com isso. Ficamos.
O jogo começa e lá pelos 15min rola o pênalti. Uma pessoa grita da varanda: Gol de quem? Do Equador? Time unido pra caramba e interessado no jogo.
E o Brasil ganhou para consagrar a lenda de que sempre que a coisa vai ficar preta, o Dunga se salva. Teve direito a pedalada do Lucio, desempenho mascarado e mala do Robinho, camisa bunita do técnico (para não perder o costume), Pato e Ronaldinho no 2o tempo que não fizeram nada mas tudo bem, era a casa dos caras e a torcida queria muito. E o Kaká, só casando virgem e rezando muito para correr daquele jeito em campo. Certeza que aos 42 anos o cara vai despirocar. Vai ser encontrado louco, com 28 mulheres no Pop´s Drinks em Presidente Prudente. Aí sim ele vai descobrir que calcinha bege é exceção na vida de uma mulher. Só quando o vestidinho branco pede e olhe lá.
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
El arquero
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Música do dia
Eu lembro quando eu era pequena e já tinha uma mini-camisa do Palmeiras que todo domingo que a gente voltava do interior (na Caravan bege do meu pai), a gente vinha ouvindo jogo de futebol no rádio. A familía inteira odiava (incluindo o papagaio), menos eu. E o que eu mais gostava era quando tocava aquela música "é goooool, que felicidade....". Eis que um boleiro amigo me conta que essa música é um sambinha do Trio Esperança, gravado em 1974 e que fala de um gol do Flamengo. Desde então, não consigo parar de ouvir.
Hoje vai em homenagem ao 100% de aproveitamento do Palmeiras e ao gol do Robinho no jogo Brasil x Itália.
A melhor parte é:
Atenção( thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou
É goooooool.....
Hoje vai em homenagem ao 100% de aproveitamento do Palmeiras e ao gol do Robinho no jogo Brasil x Itália.
A melhor parte é:
Atenção( thururu thururu thuthu)
Preparou (thururu thururu thuthu)
Correu (thururu thururu thuthu)
E chutou
É goooooool.....
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Os professores
Inspirada pela palestra do Bernardinho que eu vi na festa de final de ano da “firma”, segue mini passeio por alguns técnicos do nosso Campeonato Brasileiro (quem tiver mais idéias sobre os outros técnicos, fineza colaborar). E antes de qualquer coisa, valeu Urubuzada pela vaga na Libertadores.
Renato Gaúcho – o cara foi do céu ao inferno em 360 dias. Da final do Fluminense na Libertadores para derrota do Vasco e o rebaixamento. Com direito a torcedor suicida em pleno São Januário e despedida do Edmundo.
Pintado – quando assumiu ser técnico do Figueirense até a mulher dele disse que ele estava louco. Mas é o típico cara que fez seu trabalho (ganhou os 3 jogos que precisava) e foi crucificado pelo Deus da Bola que fez todos os outros ganharem também e o time foi rebaixado.
Luxa – o cara contratou uns 50 jogadores, teve nas mãos tudo que ele quis da diretoria do Palmeiras e mostra esse desempenho pífio. E em plena final do campeonato, joga com 10 na defesa e 1 centroavante - isso porque ele se diz “estrategista”. Ao contrário do Muricy que é um técnico futebol, o Luxemburgo é uma vedete. Triste.
Muricy– eu sempre odiei ouvir os bambis chamarem o Muricy de professor. Daqueles ódios de verdade mesmo. Mas apesar dos torcedores, realmente não tem o que falar do cara. Tem foco, tem disciplina e é o legítimo tetracampeão brasileiro (contando o título com Inter em 2005 que era dele, na real).
Celso Roth – voltou ao cenário do futebol brasileiro e soube conduzir bem um grupo mediano, mas no frigir dos ovos, é um gaúcho metido.
Renato Gaúcho – o cara foi do céu ao inferno em 360 dias. Da final do Fluminense na Libertadores para derrota do Vasco e o rebaixamento. Com direito a torcedor suicida em pleno São Januário e despedida do Edmundo.
Pintado – quando assumiu ser técnico do Figueirense até a mulher dele disse que ele estava louco. Mas é o típico cara que fez seu trabalho (ganhou os 3 jogos que precisava) e foi crucificado pelo Deus da Bola que fez todos os outros ganharem também e o time foi rebaixado.
Luxa – o cara contratou uns 50 jogadores, teve nas mãos tudo que ele quis da diretoria do Palmeiras e mostra esse desempenho pífio. E em plena final do campeonato, joga com 10 na defesa e 1 centroavante - isso porque ele se diz “estrategista”. Ao contrário do Muricy que é um técnico futebol, o Luxemburgo é uma vedete. Triste.
Muricy– eu sempre odiei ouvir os bambis chamarem o Muricy de professor. Daqueles ódios de verdade mesmo. Mas apesar dos torcedores, realmente não tem o que falar do cara. Tem foco, tem disciplina e é o legítimo tetracampeão brasileiro (contando o título com Inter em 2005 que era dele, na real).
Celso Roth – voltou ao cenário do futebol brasileiro e soube conduzir bem um grupo mediano, mas no frigir dos ovos, é um gaúcho metido.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
De Pelé a Baudelaire
Comecei a ler um livro chamado Veneno Remédio, do José Miguel Wisnik. O cara é professor literário, poeta, músico, dentre outras coisas, o que o faz um dos maiores intelectuais do País hoje. E, somado a tudo isso, gosta de verdade de futebol. Resultado: praticamente uma obra-prima para quem gosta de futebol e literatura.
É imperdível pelo simples fato de juntar dois mundos que aparentemente não se comunicam. O cara que vai ao estádio xingar o juiz normalmente não escreveria um ensaio sobre futebol e o cara que escreve um ensaio sobre futebol normalmente não vai ao estádio xingar o juiz. E ele faz exatamente as duas coisas.
E através do livro estou descobrindo coisas que eu nem sonhava. A primeira delas é que o Pier Paolo Pasolini - isso mesmo, o cineasta, italiano, que fez Teorema e a Trilogia da Vida - escreveu um mini tratado sobre futebol logo depois da copa de 70. Não encontrei o tratado, mas o Zé (olha eu, íntima do autor), fala um pouco dele no livro.
Basicamente, o Pasolini explora a diferença do futebol latino e europeu através de uma comparação entre prosa e poesia e de como o futebol de alguns países se aproxima mais da prosa e outros da poesia. Daí ele fala da poesia do futebol latino, presente dentro de cada drible do Pelé, da cada jogada inventada, da nossa ginga charmosa de capoeira. E fala do futebol da Itália e do europeu em geral, com aquela cara mais de prosa, sistematizada, com passes triangulados e seguindo um código já previamente estabelecido aos jogadores que não sonham em campo e criam como os nossos.
A comparação vai longe, mas me fez pensar sobre como hoje (quase 40 anos depois) alguns jogadores brasileiros que nem jogam tão bem aqui viram ídolos no Europa. E começa aquela discussão de sempre sobre se é mais fácil jogar na Europa do que aqui e bla bla bla. Afinal de contas, um pobre lateral direito aqui do Brasil vira praticamente artilheiro em qualquer time de lá (vide alguns exemplos como Mancini, Deco, Julio Baptista e por aí vai). E no final, pode ser que o Pasolini tenha total razão. Ainda que o apogeu do futebol-arte tenha passado, a beleza ainda permanece. E talvez a poesia dentro dos dribles dos nossos jogadores conquiste qualquer país.
Porque a verdade é que poesia é para poucos. Ou como dizia nosso amigo Baudelaire (em uma das frases mais lindas da história das frases) - "Sois toujours poète, même en prose”.
É imperdível pelo simples fato de juntar dois mundos que aparentemente não se comunicam. O cara que vai ao estádio xingar o juiz normalmente não escreveria um ensaio sobre futebol e o cara que escreve um ensaio sobre futebol normalmente não vai ao estádio xingar o juiz. E ele faz exatamente as duas coisas.
E através do livro estou descobrindo coisas que eu nem sonhava. A primeira delas é que o Pier Paolo Pasolini - isso mesmo, o cineasta, italiano, que fez Teorema e a Trilogia da Vida - escreveu um mini tratado sobre futebol logo depois da copa de 70. Não encontrei o tratado, mas o Zé (olha eu, íntima do autor), fala um pouco dele no livro.
Basicamente, o Pasolini explora a diferença do futebol latino e europeu através de uma comparação entre prosa e poesia e de como o futebol de alguns países se aproxima mais da prosa e outros da poesia. Daí ele fala da poesia do futebol latino, presente dentro de cada drible do Pelé, da cada jogada inventada, da nossa ginga charmosa de capoeira. E fala do futebol da Itália e do europeu em geral, com aquela cara mais de prosa, sistematizada, com passes triangulados e seguindo um código já previamente estabelecido aos jogadores que não sonham em campo e criam como os nossos.
A comparação vai longe, mas me fez pensar sobre como hoje (quase 40 anos depois) alguns jogadores brasileiros que nem jogam tão bem aqui viram ídolos no Europa. E começa aquela discussão de sempre sobre se é mais fácil jogar na Europa do que aqui e bla bla bla. Afinal de contas, um pobre lateral direito aqui do Brasil vira praticamente artilheiro em qualquer time de lá (vide alguns exemplos como Mancini, Deco, Julio Baptista e por aí vai). E no final, pode ser que o Pasolini tenha total razão. Ainda que o apogeu do futebol-arte tenha passado, a beleza ainda permanece. E talvez a poesia dentro dos dribles dos nossos jogadores conquiste qualquer país.
Porque a verdade é que poesia é para poucos. Ou como dizia nosso amigo Baudelaire (em uma das frases mais lindas da história das frases) - "Sois toujours poète, même en prose”.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Champions League
Ganhei hoje o álbum de figurinhas da Champions League que veio de graça com o Lance. Comprei 10 pacotes de figurinha e já colei todas. Tirei vários jogadores brasileiros e a figurinha de um lance do Shevchenko que está na página de All-time Artilheiros do campeonato com 47 gols, em terceiro lugar (em primeiro temos o Raúl González com 61 gols e em segundo o Ruud Van Nistelrooy com 53). Desde a Copa de 2006 que eu tinha me esquecido como é divertido colecionar figurinhas, abrir os pacotes, colar no álbum e ficar torcendo para sair aquele jogador que ninguém tem.
Quem estiver colecionando também, favor entrar em contato para trocar figurinhas ou jogar bafo, conforme o caso. Lembrando que as figurinhas brilhantes dos distintivos dos times valem duas figurinhas normais de jogadores.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Tony Manero
Raúl é um cara obcecado por Tony Manero, o personagem de John Travolta no filme "Os Embalos de Sábado à Noite". Ele vive no Chile dos anos 70, cercado pelo Pinochet e pelos shows de calouros. Curioso pensar que do lado de cá, a gente tinha o Geisel e o Chacrinha. Mas isso não importa. O que importa é que além de ser muito bom, o filme tem uma das melhores cenas de Tabefe na Cabeça da história do cinema. Tabefe este que deveria ser dado na cabeça do juiz que apitou São Paulo e Botafogo ontem. Fica a dica do filme e a revolta pelo despreparo (ou outras coisas) de alguns juízes futebolísticos brasileiros.
domingo, 5 de outubro de 2008
Destaques da rodada que começou 4a e terminou sábado (por causa das eleições) e da gringolândia que eu vi domingo
• Na maior moleza da historia da série B, seguem os gambazinhos fedidos no caminho de volta para série A (e ainda achando que fizeram muito).
• O Palestra Itália de Belo Horizonte ganhou do Sport e está cheirando o cangote do Palmeiras e do Grêmio.
• O Vasco mais uma vez deu vexame e perdeu de 4x2 do Figueirense. Vergonha alheia do Renato Gaucho. Certeza que se o Eurico Miranda tivesse ganhado a eleição, eles estariam numa situação menos deprimente.
• O entra e sai do São Paulo e do Flamengo no G4. E os bambis adorando a brincadeira (hahaha).
• O Botafogo jogando com muito estilo (estilo cafona, no caso). Carlos Alberto e aquele cabelo rédiculo. Se eu fosse o Ney Franco (nunca ouvi falar esse nome, mas tudo bem, li no Lance), proibia o cara de jogar.
• A virada do Verdão em cima do Galo. Fiquei no maior medo de repetir o Brasileiro do ano passado que perdemos de 3x1 deles e ficamos fora da Libertadores. Agora é só a gente ganhar as 10 rodadas restantes e levantar a taça (Deus da Bola, me respeita, por favor).
• A virada do Liverpool em cima do Manchester City com direito ao maior tombo da historia. O zagueiro todo tatuado do Liverpool conseguiu torcer o pé and o joelho and abrir um espacate de uma vez só.
• Os gatinhos do Milan (Kaká, Pato e Gattuso - obrigada pela barba), certamente os mais cheirosos do futebol mundial, ficaram desfilando de cueca Armani e perfume D&G e não tiveram a capacidade de meter UM gol no pior time do campeonato, o Cagliari.
• O Palestra Itália de Belo Horizonte ganhou do Sport e está cheirando o cangote do Palmeiras e do Grêmio.
• O Vasco mais uma vez deu vexame e perdeu de 4x2 do Figueirense. Vergonha alheia do Renato Gaucho. Certeza que se o Eurico Miranda tivesse ganhado a eleição, eles estariam numa situação menos deprimente.
• O entra e sai do São Paulo e do Flamengo no G4. E os bambis adorando a brincadeira (hahaha).
• O Botafogo jogando com muito estilo (estilo cafona, no caso). Carlos Alberto e aquele cabelo rédiculo. Se eu fosse o Ney Franco (nunca ouvi falar esse nome, mas tudo bem, li no Lance), proibia o cara de jogar.
• A virada do Verdão em cima do Galo. Fiquei no maior medo de repetir o Brasileiro do ano passado que perdemos de 3x1 deles e ficamos fora da Libertadores. Agora é só a gente ganhar as 10 rodadas restantes e levantar a taça (Deus da Bola, me respeita, por favor).
• A virada do Liverpool em cima do Manchester City com direito ao maior tombo da historia. O zagueiro todo tatuado do Liverpool conseguiu torcer o pé and o joelho and abrir um espacate de uma vez só.
• Os gatinhos do Milan (Kaká, Pato e Gattuso - obrigada pela barba), certamente os mais cheirosos do futebol mundial, ficaram desfilando de cueca Armani e perfume D&G e não tiveram a capacidade de meter UM gol no pior time do campeonato, o Cagliari.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Sobre o Deus da Bola
Não tem jeito. No universo feminino do futebol, tem coisas que a gente só aprende depois de velha e depois de muitas conversas com amigos boleiros. E aprender a respeitar o Deus da Bola foi uma das coisas que eu aprendi só esse ano.
Imagine o Maracanã lotado. Final da Libertadores. 2o tempo da prorrogação, faltando 2 minutos para acabar. 0 X 0. Seu time na fila há 20 anos. Eis que um infeliz ao seu lado, saca o celular do bolso e liga para o amigo perguntando o nome do bar onde será a comemoração do título. Pronto. Acordaram o Deus da Bola. Daí amigo, é ladeira abaixo. Acabou-se o título do seu time e a comemoração no bar.
O Deus da Bola é assim. Ele merece atenção e respeito. Não estou falando aqui daquele papo de contar com o ovo antes da galinha, jogar de salto alto, essas coisas. Não é isso. Estamos diante de uma divindade futebolística. Se respeitado, ele estará do seu lado. Caso contrário, o cajado aparece com a fúria que só o Deus da Bola tem.
Porque não adianta gritar gooool quando a bola ainda não passou a linha. Se você gritar, o Deus da Bola bate o cajado no chão e um zagueiro aparece milagrosamente ao lado do goleiro e tira a bola do gol com o dedo mindinho da mão esquerda. E o juiz não vê.
Eu imagino o Deus da Bola assim.
Imagine o Maracanã lotado. Final da Libertadores. 2o tempo da prorrogação, faltando 2 minutos para acabar. 0 X 0. Seu time na fila há 20 anos. Eis que um infeliz ao seu lado, saca o celular do bolso e liga para o amigo perguntando o nome do bar onde será a comemoração do título. Pronto. Acordaram o Deus da Bola. Daí amigo, é ladeira abaixo. Acabou-se o título do seu time e a comemoração no bar.
O Deus da Bola é assim. Ele merece atenção e respeito. Não estou falando aqui daquele papo de contar com o ovo antes da galinha, jogar de salto alto, essas coisas. Não é isso. Estamos diante de uma divindade futebolística. Se respeitado, ele estará do seu lado. Caso contrário, o cajado aparece com a fúria que só o Deus da Bola tem.
Porque não adianta gritar gooool quando a bola ainda não passou a linha. Se você gritar, o Deus da Bola bate o cajado no chão e um zagueiro aparece milagrosamente ao lado do goleiro e tira a bola do gol com o dedo mindinho da mão esquerda. E o juiz não vê.
Eu imagino o Deus da Bola assim.
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