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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Maca Frames





Macaframa é um documentário sobre um fenômeno urbano da costa oeste americana: track bikes. Eu já tinha visto uma dessas quando estive em L.A. há alguns meses atrás. Um diretor de arte da Chiat/Day, com quem eu trabalhei, ia pra agência com uma e enquanto eu andava de skate por Venice, passaram por mim uns outros caras nessas bicicletas. Elas não tem marcha, não tem freios (Só contra-pedal), são feitas pra correr em velódromos e esse malucos tatuados, usando Vans, camisas xadrez e chapéu – mais Califórnia, impossível – resolveram encontrar um uso melhor para elas. E como se não bastasse, também um jeito lindo de filmar o que fazem. Os trailers já estavam na internet há algum tempo e em dezembro, enquanto ainda estarão rolando algumas premiéres, sai o DVD. Bem, isso é o que eles prometem mas vai saber.
Destaque para o primeiro vídeo do post com Johnny Cash mandando "I'm just an old chunk of coal, but I'm gonna be a diamond some day". E assim vai. Abaixo, o cartaz do filme e aqui, um trailer mais responsa.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Tony Manero

Raúl é um cara obcecado por Tony Manero, o personagem de John Travolta no filme "Os Embalos de Sábado à Noite". Ele vive no Chile dos anos 70, cercado pelo Pinochet e pelos shows de calouros. Curioso pensar que do lado de cá, a gente tinha o Geisel e o Chacrinha. Mas isso não importa. O que importa é que além de ser muito bom, o filme tem uma das melhores cenas de Tabefe na Cabeça da história do cinema. Tabefe este que deveria ser dado na cabeça do juiz que apitou São Paulo e Botafogo ontem. Fica a dica do filme e a revolta pelo despreparo (ou outras coisas) de alguns juízes futebolísticos brasileiros.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Bico

Nesses tempos de crise, não dá pra dispensar oferta de trabalho. Se você acha que preenche todos os pré-requisitos, não jogue fora essa chance. E ao contrário de muita oferta de emprego hoje em dia, "No anal required".



Não resisti. Escolhi 'arte' como um dos marcadores.
Fonte: FUCT.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O Dino e o tempo

No ano passado, mais especificamente em março, li pela primeira vez um livro do Dino Buzzati. O Dino foi um dos maiores escritores italianos do século XX, nasceu numa cidade pequenininha da Itália em 1906, estudou direito e virou jornalista do Corriere della Sera. O livro dele que eu li chama O Deserto do Tártaros. E sempre que eu leio, eu grifo o livro. E ontem eu peguei O Deserto dos Tártaros para olhar de novo.

É um livro que conta a história de um soldado, o Drogo, cujo sonho é participar de uma gerra. Ele é enviado para um forte isolado do mundo e fica lá, esperando os "tártaros" chegarem para rolar a batalha (não vou falar mais porque daí é spoiler).

O livro é a coisa mais linda. Apesar de ter sido lançado em 1940, é completamente atemporal. Ele fala de espera, de escolha, da passagem do tempo e de como ele escorre pelas mãos. De como a gente vive a nossa vida esperando que algo extraordinário aconteça para nos redimir e justificar a nossa existência. Seja viver um grande amor, morar na praia, ter uma pousada no Sul de Minas ou só ficar rico.

E a gente fica sempre pensando que tem o tempo todo pela frente para fazer o que é preciso, que o extraordinário está sempre adiante. E a vida vai passando e talvez nada extraordinário aconteça ou talvez a gente faça a escolha errada ou o talvez o extraordinário passe despercebido. E aí, o que sobra? Teoricamente, não sobra nada. A gente morre e abraço. Só que daí eu penso: dá pra viver sem sonhar? Eu acho que não. Acredito em pequenas realizações diárias e reconheço a importância de todas elas. Mas não tira meu sonho de mim, por favor. Sem ele, fica tudo cinza e muito, mas muito sem graça.

Informação importante: o livro virou filme. Valerio Zurlini foi quem filmou apesar de todo mundo falar que o Antonioni adorou esse livro também. Mas não vejam o filme não, leiam o livro.

A † the Universe

Todo filmado nos Estados Unidos, A cross the universe, o filme do Justice que está quase saindo do forno, promete.

Mais do que simplesmente registrar o backstage da turnê, o documentário foi inteiro roteirizado. Misturando referencias de todos estilos (de Gondry a Jackass) o documentário mostra um pouco do universo da dupla.

Pessoas bem próximas dos "meninos" que já viram mais cenas do filme disseram que durante a filmagem aconteceram fatos não previstos que prometem dar o que falar.

Lançamento em 24 de novembro

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Salve Ferris

Um grupo de mentes brilhantes decidiu dar um significado à tradicional e bizarra festa de halloween nova iorquina. ( E pensar que os americanos tem uma referência muito melhor que a deles, ali do lado, no México: o Dia dos Muertos.)
Eles vão refilmar a antológica cena de Ferris Bueller's Day. Aquela do povo dançando Twist and Shout dos Beatles no meio da rua, tá lembrado? Lógico que está.
Para participar basta se inscrever no site e comparecer fantasiado.
Vale lembrar a introdução que Bueller fala antes de começar o rock n' roll para ver se te anima:
"Eu vou cantar uma música pra vocês, uma das minhas preferidas. E gostaria de dedicar essa música a um cara que acha que não fez nada de interessante hoje."
Se isso não foi suficiente, eu aposto que vai ter chuva de ação picada do Lehman Brothers, AIG - e de quem mais cair até lá - sobre a rapaziada.

Pena que o dólar já tenha chegado a R$ 2.30. Mas meu irmão, que já tinha comprado as passagens, vai.


domingo, 5 de outubro de 2008

Quem escolher? Sugar Man, de Sixto Rodriguez


Em tempos de propaganda eleitoral gratuita, a ida ao trabalho toda manhã ganhou contornos trágicos e surreais.

Todos os candidatos compuseram jingles sobre suas capacidades produtivas. Na forma de rima, todos, absolutamente todos, construíram escolas, pontes, hospitais, avenidas, viadutos, esgoto, iluminação. A única explicação que sobra para o caos no trânsito, os miseráveis e as crianças na rua, que sempre vejo no meu caminho, deve ser o resultado do excesso de benfeitorias, então. Como se todas essas obras juntas nos tivessem levado, sem escalas, direto ao fracasso social. Talvez alguém até gritasse que já sabia que tanto investimento, tanto esforço estatal em prol do conforto coletivo, tanta criatividade e empreendedorismo acabariam, cedo ou tarde, dando em merda.

Sim, estou amargo e preciso relaxar um pouco. Mas hoje é domingo, chove e ambos céu e cidade estão cinzas. Também estamos no segundo final-de-semana seguido sem ondas. Haja saco.

Para adoçar assisto New Emissions of Light and Sound. Filme de 2006, com trilha original de Sasha. Só vendo pra entender. E como psicodelia pouca é bobagem, parto para Sixto Rodriguez, sexto filho de imigrantes mexicanos nascido em Detroit, que pede em uma de suas músicas: Sugar man, won't you hurry 'Cos I'm tired of these scenes
 For a blue coin won't you bring back 
All those colors to my dreams

Abaixo, um clipe de Sugar Man (Só pra ouvir) e o trailer do Emissions.



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Aquecendo ou I wanna hurry home to you


The National com filminho do Godard ao fundo: aquecimento para o Tim Festival e para 32a Mostra que estão chegando aí. Sim, eu sei que os homenageados desse ano são o Bergman e o Okamoto mas eu não encontrei nenhum videozinho deles com bandinhas do Tim Festival. Não, eu não vou assistir Berlin Alexanderplatz, o filme de 15 horas do Fassbinder. Por favor, alguém que tiver coragem de assistir, me conta depois. Me contento com Lola, Maria Braun e Veronika Voss no meu currículo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Alex Knost. Figuraça da semana



Se você não conhece Alex Knost, não se sinta mal. Pouca gente já ouviu falar nele. Talvez pelo fato do sujeito fazer de tudo um pouco. O cara surfa, mas não é profissional. Customiza roupas, pinta quadros, estrela longas experimentais - Beach Blanket Burnout, resgata pranchas antigas e as joga dentro d'água para lhes servirem de ferramenta para um surfe intuitivo, progressivo e, ao mesmo tempo, retrô. Mil lances. Vai entender.
O cara é assim mesmo e por tudo isso você deve correr atrás de saber quem é esse sujeito. Patrocinado pela RCVA, local de Newport CA, Alex reúne alguns conceitos de surfe introduzidos por Joel Tudor ao espírito livre dos artistas do movimento Beautiful Losers. Mistura boa. Depois de tantos elogios vagos, não poderíamos deixar de falar da banda que lidera: The Japanese Motors. Ouça e tire suas conclusões. Abaixo um trailer do longa e o figura pintando seus quadros.