O filme só é do Spike Jonze e tem Arcade Fire e Karen O na trilha. Só.
As ilustraçoes originais do Maurice Sendak do livro que inspirou o filme são uma coisa.
Coco Avant Chanel.
Audrey Tatu fazendo Chanel. Como se não bastasse as roupas que a mulher fazia (fora a revoluçao feminina e blablabla) no filme ela ainda é deusa de linda.
7 estudantes de high school receberam câmeras digitais para filmar um show do Sonic Youth em uma noite de verão, 4 de julho de 2006, em Reno.
Eles são parte do projeto Moonshine que tem como foco desenvolver uma nova geração de cineastas.
O resultado é Sleeping Nights Awake, que passou domingo a noite no Cinesesc.
O mais bacana do documentário além da cara de caseiro e da fotografia P&B, é que ele mescla uma visão ingênua adolescente com a performance rock n' roll do Sonic Youth.
São meninos de 16 anos segurando câmeras que tremem o tempo todo. A conversa deles com a banda vai para caminhos que talvez não iria se os entrevistadores fossem outros.
Eles falam dos filhos, high school, pizza, chocolate. Kim Gordon conta sobre sua dificuldade de cantar algumas músicas e sobre a banda não usar drogas nem beber. Thurston Moore faz piada sobre os colegas e pergunta sobre as bandas do colégio.
E as cenas de palco são 10 músicas de arrepiar (Incinerate, Cool Thing, 100%...) com closes lindos na performace punk de sempre do Sonic Youth. Guitarras gritando e Kim Gordon musa dançando loucamente. Os meninos do Moonshine conseguiram mostrar de um jeito honesto e simples uma das poucas bandas que está envelhecendo sem negar isso. E continuando incríveis.
Muitas vezes eu gosto mais da expectativa e especulações pré- filme do que do filme it self.
No caso do teen- romântico-quero- ser-indie Nick And Norah's Infinite Playlist, baseado no livro de mesmo nome, que estreou sexta-feira nos EUA há grandes chances de isso acontecer.
Contra minhas expectativas conta: - Ter o mesmo Michael Cera de Juno, com o mesmo jeitinho que aparece em Juno. - O que, junto como tema, já faz ser difícil não comparar com Juno. O que já faz o filme sair perdendo pois claramente “Nick & Norah’s” não tem o sarcasmo e o humor politicamente incorreto que fizeram Juno ser divertido. - O filme parece pecar em clichés e personagens coadjuvantes engraçadinhos demais. - E o trailer parece já ter contado a história toda. Tudo leva a crer que não sobrou nenhuma surpresa.
De bom,
+ Sobrou espaço pra trilha sonora, que é o primeiro ponto a favor. Band of Horses, Bishop Alen (que aparecem no filme) e uma música nova do Vampire Weekend. + A favor também, conta alguma credibilidade alternativa na carreira do diretor Peter Sollett, que dirigiu Raising Victor Vargas – esse sim, indie- há alguns anos. + Conta também Michael Cera, vai, que é sempre divertido, mesmo que se repita. + O nome do filme é muito bom. Eu tenho vontade de ver qualquer filme sobre um playlist. + Personagens que você quer ter na sua vida – ou já tem bem parecidos- a garota obsessiva por música e o cara que grava playlists para as meninas. O casal que se conhece falando sobre indie rock e sobre quem conhecia tal banda antes.
Se esses 2 vão descobrir aos poucos que tem muita coisa em comum e se apaixonar numa noite em NY ouvindo música boa, já basta pra gente assistir.